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Produtora cultural, aprendiz de escritora e fotógrafa, devoradora de livros e chocolates, "fazedora" e mantenedora de amigos.

sábado, 8 de novembro de 2014

Silêncio

Meu caminho busca o silêncio,
as vezes encontra música, boa ou dissonante,
Na maioria das vezes, encontra só vento
mas a todo tempo, procura o restante.

segunda-feira, 8 de setembro de 2014

Me desdizendo...



Sabe o que eu quero? Nada.
no momento não quero nada além de paz, de tranquilidade.
Não quero nada que não venha porque quer, nenhum movimento que não seja espontâneo, nenhum carinho que não seja puramente para acarinhar.
Não quero nada que me impeça de voar, que me peça para ser o que não sou, que me impeça de me dar.
Pensando bem, não me desdigo, não quero nada que me faça desistir de tudo, da essência, de mim.

quarta-feira, 16 de julho de 2014

Estive...

Estive apaixonada,
já não sei mais

Amor, talvez seja o que sinto
amor doído
amor machucado

De bater no peito e dizer, acorda!
de bater cabeça e pensar, que merda!

Estive apaixonada, intensamente

não encontro mais o caminho de volta
não percebo mais pra onde deveria ter ido
mas lembrei que de repente a gente acorda

e percebe que caminho é pra seguir,
vida pra aprender,
e amor pra ser vivido.



domingo, 6 de julho de 2014

No silêncio

Um silêncio guarda infinitos
Infinitos cobertos de névoas
Onde vivem os sonhos
Ou simplesmente as mágoas

No silêncio tudo vive
Se desenvolve
Até gritar
Seja de júbilo,
Verdade descoberta, paz encontrada
Seja de libertação
Visão restabelecida, grito guardado


Encontrar-se no silêncio não é fácil
Mas é encontro verdadeiro
Onde ouvimos nossa verdadeira voz
E sentimos tudo com mais intensidade

Dói, o silêncio
Mas liberta
Clareia, pensamentos e olhares
Evidencia, sofrimentos e amares

Vivo meu silêncio
como quem puxa o ar profundamente
Pra não morrer sufocado
Como quem dá impulso no fundo
Pra não se ver afogado
Como quem sorve cada segundo
Pra não perder tempo dado.

Gosto dele, do silêncio
Somos bons amigos
Ele me faz companhia
E dorme abraçado comigo...

segunda-feira, 5 de maio de 2014

Um dilúvio é como sou.
Me derramo em mim mesma;
me excedo, sendo mais do que deveria;
me ultrapasso, deixando pedaços de mim pelo caminho;
me implodo, mergulhando até o centro do meu universo.
Onde sou o centro do meu universo.
Sou o meu centro e estou inteira em mim.
Onde começo
e me acabo!

Momento...

Um momento de escuridão pode ser um momento de mentes acesas, onde todas as distrações nos são negadas e o foco passa a ser o que interessa, eu.
Não aquele eu egocêntrico, que me torna o centro de todos os universos, aquele eu que importa, que me torna o centro do meu universo, o início e o fim de todas os meus problemas, frustrações e alegrias.
Um momento de escuridão me faz enxergar melhor, me faz perceber que ser o centro do meu universo é ser o meu centro, é estar inteira em mim, e portanto inteira para o mundo. Me faz depurar cada cantinho escondido do meu ser complexo e deixar intocados outros tantos que explorarei em outras infinitas vezes em que vier a me encontrar nessas profundidades.
Revelar nossos monstros, conversar com eles, descobrir que eram pequenos, transformados em gigantes pelas sombras projetadas em nossas cavernas pessoais e deixá-los partir, são processos necessários e possibilitados pelo encontro com o nossa escuridão.
Mergulhar nesse universo, utilizá-lo para crescer, aprender com ele, é na verdade o grande aprendizado que viemos receber nessa vida, nesse mundo de grandes provas.
Os fortes não são os que batem, mas o que ouvem e enfrentam seus monstros, os que conseguem ouvir em seu silêncio interior o imenso universo complexo que temos a explorar, e que precisamos descobrir.
Visitar essas profundidades pode ser muito dolorido, é muito dolorido, mas a dor de se conhecer verdadeiramente e perdoar-se, e aceitar-se como é, com suas luzes e sombras, transforma-se em alívio rapidamente, e em beleza, porque apenas nos conhecendo plenamente e aceitando cada traço de nossa essência, é que podemos ser livres e escolher ser melhores.
Não se muda o que não se sabe, o que não se admite, o que não se conhece.
Um momento de escuridão, pode ser o grande passo para que se descanse os olhos de tantas interferências para que, conscientemente, se encontre a luz. E encontrar a luz conscientemente, em poder do que te pertence verdadeiramente, você mesmo, é, deve ser, o momento pleno que tanto procuramos, o momento sublime, onde tudo faz sentido e onde decidimos como traçar os próximos caminhos.

domingo, 4 de maio de 2014

???

Não sei, de mais nada,
do que penso, do que quero, do que sou.
Nunca soube, sonhei que sabia.

Agora sonho em ser, sem sabê-lo...

quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

Redemoinho



Qual redemoinho,
dou voltas e voltas
em torno de mim mesma,
e me perco.
Me perco em meus sentimentos,
os sei, os sinto
mas não os domino,
sigo...
E o que me preenche
é suave como o vento que refresca,
e machuca,
como tempestade que castiga.
E o que me alimenta
é doce, como um carinho em manhã de modorra,
e amargo como sentimento não dito.
Qual redemoinho,
sigo voando,
tocando o que encontro pelos caminhos
e levando comigo,
onde posso,
da forma que consigo,
aos trancos e barrancos,

para no fim,
acabar em mim mesma,
e acarinhando os que foram fortes para aguentar a tormenta,
me tornar brisa.

domingo, 16 de fevereiro de 2014

Pedacinho de mim, pode levar!!!

O que estou pensando? 
Que a vida é bem mais do que cada dia, é o que fazemos com esse dia, é o que sorvemos de cada momento, de cada pessoa com quem convivemos, com quem encontramos, com quem esbarramos.
É o encontro de um olhar que diz tudo, é um momento de silêncio confortável que demonstra toda a intimidade conquistada, é um querer estar por perto, apenas para estar ali, para o caso de ser necessária.
A vida é mais do que ideologia, a vida é mais do que prazer, do que o trabalho de cada dia, do que o emprego que te sustenta. A vida é experiência, é aprendizado, evolução. É quebrar a cara e entender que faz parte, é decepcionar-se e perceber que o outro é simplesmente humano, e belo por isso. É entristecer-se e tirar desse momento motivo pra alegrar-se com o momento seguinte, com o novo dia, com a nova possibilidade de fazer de novo, e de novo, e de novo, até fazer certo, até fazer bem.
A vida é um eterno cair e levantar, é construção de sua estrada, de seu caminho. Cada pedra, cada curva, cada passo é construido, é alcançado devagar, minuto a minuto, cada momento é novo, imprevisível, único, maravilhoso.
Cada momento vivido é parte do que somos, cada pedaço escuro que tentamos esconder de nossos espelhos, cada raio de luz que descobrimos dentro de nós, somos um todo, de sombras e luz, que deve ser aceito, deve ser superado, melhorado, vivido.
Penso muito, minhas noites passadas em claro me ajudam a depurar minhas dores, a entender meus amores, a aceitar ou desistir deles, e mesmo assim continuá-los amando. Me ajudam a crescer, a ouvir no meu silêncio tudo o que existe dentro e aceitar cada vez mais quem eu sou, com minhas dúvidas, com minhas certezas, angústias e com toda a minha luz.
Descubro nessas noites, que tenho problemas sim, mas tenho muito mais a agradecer, pois sou muito mais do que o que tenho, muito mais do que o que me falta, o que conquistei ou o que conquistarei ainda, sou uma pessoa falha, humana, mas acima de tudo sou verdadeira, comigo, com os outros, e sou boa, em essência tenho a plena consciência de que sou uma boa pessoa, construi isso, e vivo para dividir o que de bom tenho em mim para quem quiser, para quem passar por mim, para quem ficar na minha vida, para quem decidir ir embora dela e for com um pedacinho de mim.
Mas nunca fico em partes, por que quando o pedaço que a gente oferece da gente é amor, só nos tornamos mais completos, só temos mais pra dar.
O que estou pensando? Que me arrependo de pouca coisa, porque tudo o que faço é de coração, mesmo quando erro, mesmo quando piso na bola, sou capaz de me perdoar, porque o fiz querendo acertar, e me dei por inteiro, pra cada coisa, pra cada um, pra cada amor.
Não serei aceita todas as vezes, gostaria que fosse, mas percebo que o caminho do outro talvez seja só dele, e talvez precise ser pra longe de mim. Estarei aqui quando voltar ou nos cruzarmos por outros caminhos, mais serenos, mais iluminados, mais maduros.
Percebo como é linda a minha vida, porque tenho consciência de como é belo cada passo, cada escolha, cada momento, seja contente ou não, traga sorrisos ou lágrimas, e penso que sou abençoada porque sei disso, e posso dar meus passos certa de que são uma construção de quem quero ser, e me farão chegar aonde preciso ir.
Boa noite... durma com os anjos e fique com um pedacinho de mim... pode levar, é seu!!!

terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

Tudo...

Sabe o que eu quero? Tudo...
Quero tudo o que me toque, que me instigue e me alimente aos olhos, à alma.
Quero tudo o que me for permitido, e o que não for quero também. Quero pular muros para colher flores e frutos doces, quero dividi-los com quem os deseje saborear. Quero aprender a voar e conhecer lugares incríveis, viajar por todos os universos e descobrir novos caminhos.
Quero tudo e mais um pouco.
Quero amar intensamente e ser amada em troca, não como uma retribuição, mas como uma oferta, amor de graça, daqueles que o são simplesmente "porque sim", simplesmente "porque não?".
Quero pele, quero sonho, coração.
Quero riso solto, abraços enormes, demorados, quero dias cinzentos para passar por sob as cobertas, e dias ensolarados e frescos a beira de águas serenas.
Quero ternura, quero carinho, mansidão.
Quero distribuir belos olhares e torcer para que permaneçam, ver flores em todas as pessoas e oferecer a elas um pouco do que me dão.
Quero mesmo tudo, de todas as formas, de todas as pessoas e em todos os lugares.
Tudo de bom, para que eu possa sorrir e agradecer ao final do dia, e algumas coisas ruins também, para que as lições sejam aprendidas, para que as lágrimas derramadas transformem minhas atitudes e para que, com a dor, eu aprenda a continuar mantendo meu coração sempre aberto, sempre aquecido pelo amor que recebo, pronto para doar tudo e para me acarinhar quando eu me entristecer com o mundo.
Quero tudo... para poder distribuir.

sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

Olhos Tristes

Olhos tristes que não vêem mais o caminho
tateiam, trombam, esbarram
batem em quem tenta suavizar seus passos
espantam o que só quer lhe doar alívio

Olhos tristonhos, não vêem mais nada
nem a mão estendida a tentar puxá-los para a margem

e esperneiam para se livrar de armadilhas invisíveis
não estão lá, as armadilhas
e espancam o ar a espantar inimigos invencíveis
nunca foram seus inimigos, o ar, os invisíveis

olhos tristes, olhem ao redor
há beleza, há mãos estendidas, há alívio
só não há caminho que não precise ser trilhado
para se chegar ao fundo de si mesmo
e ver luz!!

está lá, a luz...