- Mariana Pietrobon
- Produtora cultural, aprendiz de escritora e fotógrafa, devoradora de livros e chocolates, "fazedora" e mantenedora de amigos.
sábado, 27 de novembro de 2010
olhos em sombra...
Sombras em sonhos tortuosos
Palavras mal ditas
por sonhos mal postos
Destroçou verdades
criou suas próprias
sonhou grandes caminhos
bloqueou a passagem
Sem saída,
não olhou para dentro
e implode sozinho
Triste sorriso
grande pesar
aprendizado penoso
pedras sob seus passos
Olhando para dentro,
encontra pouca luz,
mas reacende, aos poucos, o olhar
e retoma o caminho...
segunda-feira, 20 de setembro de 2010
DURMA!!!
Acreditando nas dores do mundo
Tateando em busca de alívio
Com o peso da alma a apertar o peito
Dorme menina
Que o seu fechar de olhos abra caminhos
Que o acordar adormeça as angústias
E o coração mais leve lhe cure as feridas
Amanheça menina,
Experimente sorrir e lembrar de si mesma sonos atrás
Retome seus planos
Torne a sonhar
Levante a cabeça
Mergulhe pra dentro
Olhe à sua volta
E enxergará luz!
Acorda menina rara
Os dias passarão rápido
Os olhos secarão logo
A vida te espera, ansiosa
Pronta para embalar seus próximos sonos
E para amanhecer em seus dias luminosos
Para que seus sonhos te mostrem como é belo e gostoso
Seguir em frente
E aguardar o próximo amanhecer...
terça-feira, 24 de agosto de 2010
FLUINDO

Como um rio
me vejo fluindo sem rumo
perdendo improváveis desvios
vertendo incontáveis soluços
Como um rio
me percebo sem fundo
lançando meus braços ao redor
procurando tatear o mundo
Sem fundo e sem fim,
É como me sinto
Correndo em busca do infinito
Sorvendo cada gota que há em mim
Viajo, e me sinto em casa
Passeio, e o mundo é meu quintal
Sonhando com todos os destinos
Consigo alcançar meu prumo
Percorrendo todos os caminhos
Vou seguindo, a buscar um Rumo
Onde minhas águas se tornem serenas
E o remanso abrace árvores plenas
Onde possa encontrar meu canto
E sentir aquecendo em fogo brando
Meu refúgio se transformando em descanso
Para pés que se queiram refrescar
Onde o fluir seja mero balanço
Para corpos que decidam repousar.
QUISERA
quisera ver céu,
Percebo tudo que me toca e sinto frio,
quisera sentir calor
Quisera tudo fosse como sonhado,
Quisera todos permanecessem ao meu lado,
Quisera a vida seguisse sem rumo certo,
Apenas passando sem deixar recado
Quisera os sonhos fossem feitos de nuvens,
E as estradas acarpetadas de livros,
Que as pessoas voassem aos bandos,
Esvoaçando seus belos vestidos
Quisera eu, criar meu próprio mundo,
Onde tudo fosse como um sorriso,
Onde as paisagens não precisassem ser protegidas,
E as verdades nunca fossem esquecidas
Quisera o cantar se tornasse hábito,
E o amanhecer espetáculo aplaudido,
Que em todas as noites houvesse truques de mágicos,
Para que o adormecer fosse mistério resolvido
Quisera eu, ter todas as respostas,
Para que pudesse inventar mais perguntas,
Quisera o amor presente em todas as portas,
Apenas esperando, fossem atendidas.
quinta-feira, 19 de agosto de 2010
Exposição Universo Feminino
sábado, 1 de maio de 2010
Onde eu possa...
onde eu possa escutar o silêncio da noite,
onde eu possa sentir o cheiro do mato e de meus pensamentos mais saborosos
eu quero uma vida no campo,
onde possa ser tão livre quanto nuvens em flor,
onde possa andar tão simples quanto pássaros enamorados,
Onde possa dormir abraçada comigo mesma,
e acarinhar a cada momento o meu canto,
Onde eu descalce meus pés para aquecê-los,
e agasalhe meu coração para refrescá-lo
Eu quero uma casa no campo,
Onde eu possa colher amigos,
sonhar com meus livros,
sorver meus discos,
e nada mais...
terça-feira, 20 de abril de 2010
Hoje...
sombras me refrescam,
o dia permanece azul e ligeiro
Sonhando com o sorriso mais sincero
perdendo as amarras pelo caminho
pulando toda a face mais obscura
Vejo luz
vejo cor
vejo saída
e tudo o que era belo, permanece
tudo o que era são, enlouquece
tudo que era dor, esvanece
Hoje é melhor do que foi,
hoje sou melhor do que fui,
crio alívio em mim mesma
abro os braços e tudo flui
Sonho verdades acordadas
acredito no que posso imaginar
corro sob nuvens bem pesadas
e durmo abraçada ao luar.
Sem fundo...
domingo, 28 de março de 2010
Ser
entrou em meus sonhos e se tornou um deles,
entrou em minha vida e inverteu as expectativas,
saiu de um roteiro de sombras e trouxe luz.
Vertendo lágrimas. perdemos o caminho
esbanjando gozo, crescemos sozinhos
fomos passando, vivendo, deixando
transformando a vida em um leve pulsar.
Viajo para lá
e lá vou ficando
perdendo sonhos pelos caminhos
dormindo em ninhos de passarinhos
Bebendo gotas doadas pelos céus,
sigo perdida em sonhos nossos
sorvendo o leve sorriso na brisa,
permaneço onde estou e descanço em mim mesma.
De Novo!!!
De novo,
mais uma noite sem dormir,
cheia de lembranças do passado
cheia de grandes planos para o futuro
povoada de medos, inseguranças, ansiedades
regada a sangue quente
plena de suor frio
De novo,
nova fase de noites brancas
cabeça cheia
cama vazia
La fora, o calor da noite superaquece
os infelizes que dormem,
aqui dentro, o vento gelado me diz
como é triste acordar sozinha.
Por isso não durmo,
para não ter que acordar,
para não lidar com a vida,
e seus falsos sinais
de esperanças perdidas.
Por isso não fecho os olhos,
para não enxergar além
da concretude que me cerca,
para que eu, que moro aqui dentro,
continue achando perguntas
e procurando respostas no “lá fora”.
E permaneço acordada,
acendo as luzes,
leio palavras escritas por outros,
em suas noites brancas,
escrevo segredos ocultos do mundo,
em meus dias escuros,
e sonho em dormir!!!
sábado, 3 de outubro de 2009
Descoberta

Dor,
Na certeza de que tudo acabou
Na ilusão de um dia ter sido
Inteiro, intenso
Parte de sonhos complexos
Todo de pedaços colados
Dói,
Encontrar verdade no que foi dito
Ouvir o que jamais será proferido
Dói mas liberta
Abre caminhos
Encerra feridas
Desaba barreiras erguidas por medo e esperança
Surgindo luz por detrás de lágrimas derramadas
A dor se esvai
Para o lugar de onde veio
Para o seu mundo, de complexas teias de afetos
Descubro, então, como o amor também é triste
E como é livre quem escolhe onde acaba a dor.
Meus olhos...
Se quiser saber quem sou
Não me julgue
Não me analise
Não me preconceba
Apenas olhe nos meus olhos
Perceba meu sorriso em um banho de cachoeira
meus braços abertos em um banho de chuva
Ou um simples papo com os amigos em uma mesa de bar
E veja toda a minha paixão
Pelos meus amigos
Pelos amores que passaram em minha vida
Por meus planos e sonhos
E relações mal resolvidas
E garanto que não encontrará, em meus olhos,
Ódio ou amargura
E talvez encontre uma sombra de melancolia,
Uma sensação de solidão e até uma fina tristeza
Que me fazem, cada vez mais, mergulhar nos meus olhos
E me conhecer melhor, me encontrar lá no fundo
Olhe nos meus olhos
Pois eu sou água
Fluida, frágil e completamente transparente
E capaz de chegar onde quiser
Apenas olhe meus olhos
Ouça o meu canto
E se quiser, cante comigo.
sexta-feira, 18 de setembro de 2009
O MENINO QUE CARREGAVA ÁGUA NA PENEIRA
Não costumo postar aqui textos escritos por outros. Mas este me falou tão alto ao coração, me soou tão intimamente conhecido, que resolvi postá-lo e torná-lo parte de minhas descrições do mundo e dos meus sentimentos, só que desta vez traduzidos por palavras de outro. E que outro!
"Tenho um livro sobre águas e meninos.
Gostei mais de um menino
que carregava água na peneira.
A mãe disse que carregar água na peneira
era o mesmo que roubar um vento e sair
correndo com ele para mostrar aos irmãos.
A mãe disse que era o mesmo que
catar espinhos na água
O mesmo que criar peixes no bolso.
O menino era ligado em despropósitos.
Quis montar os alicerces de uma casa sobre orvalhos.
A mãe reparou que o menino
gostava mais do vazio
do que do cheio.
Falava que os vazios são maiores
e até infinitos.
Com o tempo aquele menino
que era cismado e esquisito
porque gostava de carregar água na peneira
Com o tempo descobriu que escrever seria
o mesmo que carregar água na peneira.
No escrever o menino viu
que era capaz de ser
noviça, monge ou mendigo
ao mesmo tempo.
O menino aprendeu a usar as palavras.
Viu que podia fazer peraltagens com as palavras.
E começou a fazer peraltagens.
Foi capaz de interromper o vôo de um pássaro
botando ponto final na frase.
Foi capaz de modificar a tarde botando uma chuva nela.
O menino fazia prodígios.
Até fez uma pedra dar flor!
A mãe reparava o menino com ternura.
A mãe falou:
Meu filho você vai ser poeta.
Você vai carregar água na peneira a vida toda.
Você vai encher os
vazios com as suas
peraltagens
e algumas pessoas
vão te amar por seus
despropósitos"
© Manoel de Barros
sábado, 1 de agosto de 2009
HIstórias a contar!!!

Meu momento de crescimento
é meu momento de luz
onde meus olhos se mostram translúcidos
e minha alma se desnuda
a quem por ela quiser enxergar
Meu momento é este!
De descoberta,
de superação,
de retomada de controle do meu caminho
de retorno ao lugar onde residem meus sonhos
O momento é este
O controle é meu
e a verdade esta ai
Luto minha batalhas
de mãos dadas comigo mesma
com o coração dos que amo no peito,
ao lado do meu
Passeio pela vida
contente com os dias de chuva
que me refrescam e lavam a alma
feliz com os dias de sol
e com as sombras que encontro pelo caminho
Corro em direção à vida
e escolho meus passos
Por vezes preciso dar meia volta
e recomeçar,
agradeço por isso,
pois adoro ter histórias a contar!
terça-feira, 9 de dezembro de 2008
Quando...
Quando o mundo ainda era pequeno
e eu podia descobrir todos os lugares,
Quando a vida parecia muito longa
e eu sonhava em ser bailarina,
Quando os sonhos eram multicoloridos
E os desejos, lagos de chocolate,
Eu corria,
Eu cantava,
Eu sonhava,
E o mundo girava lentamente,
E a vida passava saltitante,
E os sonhos aconteciam, certamente
Quando tudo aconteceu depressa demais,
Quando a vida se mostrou incompleta e meio incerta,
Quando os sonhos se tornaram planos, metas
Olhei pra trás,
lembrei de mim e senti saudades,
olhei o mundo e estava mais nítido,
senti a vida e não encontrei verdades
Então, vi o mundo com olhos tranqüilos,
Vivi os dias intensamente, com todos os sentidos,
Procurei sonhos antigos, e os achei, perdidos!
quinta-feira, 22 de maio de 2008
Esta noite sonhei com amigos...
Esta noite sonhei com amigos…
ríamos das ditas verdades
aplaudíamos mentiras sinceras
realizávamos encontros, abraçando velhos planos
Esta noite sonhei com amigos,
dizendo tudo o que pensávamos,
Lembrando de anos passados, seus reflexos
Idealizando tempos futuros e nos desejando como agora:
satisfeitos com quem somos,
nos reconhecendo em nossos espelhos
Esta noite sonhei com meus sonhos...
Onde ainda posso aquilo que penso
Onde sempre penso aquilo que realizo
Onde realizo apenas o que desejo
Sonhei meus sonhos reais, possíveis
Confusos e humanos, como um grande amor turbulento
Doces e sutis, como um pequeno bocejar em uma manhã quente
Luminosos e Infinitos, como o brilho de estrelas inexistentes
Esta noite sonhei com amigos...
terça-feira, 20 de maio de 2008
Vida
VIDA
Perfume de rosas desbotadas,
como a luz embaçada de uma manhã nublada de verão
imagem desfocada de pássaros tontos,
como música desafinada soando em meio ao caos urbano,
tudo destoa,
nada esta onde deveria
pensamentos sem sentido
sentimentos sem razão.
As vias obstruídas
A visão embaçada
A mente perdida
O coração exaltado.
Perdida em sua própria casa
A menina se sente envolta em névoa
Dorme acordada em seu sonho impossível
Acorda, rindo de uma vida não planejada.
Perde sentidos,
Encontra caminhos,
Recorda o que nunca encontrou
Esquece o que nunca lembrou
Aprendeu a ser aquela que apenas tocou
Corações e almas que passaram por seus sonhos
Descobriu que foi a que deixou marcas
Em objetos observados por suas noites em branco
Perdeu o caminho da realidade descrita,
Achou o destino dos pensamentos perdidos,
Atravessou, como uma flecha, o muro de ilusões despedaçadas
E se tornou aquela que nunca acordará do que chamam, VIDA.
quinta-feira, 8 de maio de 2008
Acordar...
Um acordar ao som de um regato,
ao som empolgante dos pássaros,
acordar sentindo o calor suave de um filete de luz
a aquecer a pele sonolenta,
acordar de sonhos, sem os deixar de sonhar,
sem deixar a sensação enevoada,
inebriante e aconchegante dos sonhos se esvair,
sem deixar que a luz,
o chão frio e o amargor do café
contaminem com sua dureza
a leveza da sensação de fechar os olhos
e voltar a sonhar.
quarta-feira, 23 de abril de 2008
voltando!
Já escrevi poemas,
E devorei muitos livros,
Já realizei sonhos,
E cultivei amigos
Visitei tantos lugares,
E descobri tantas pessoas,
Sonhei com amores possíveis,
E aprendi a viver sem eles.
Percorri infinitos caminhos,
E ainda tenho muito para ver
Estou sempre voando para longe
E voltando, para me abastecer
Para onde me sinto em casa
Para onde meus sonhos nascem
Para onde o solo é mais fértil,
o riso mais solto
E o sol mais gostoso
Onde encontro a água mais doce,
E a relva mais fresca
Onde o abraço é mais apertado,
o choro será sempre salgado
o ar permanecerá leve e gelado
E o colo, macio e pronto!
Gosto de minhas palavras!
Gosto de minhas palavras,
De vê-las nos olhos dos outros,
Do brilho que caminha com elas,
E dos sonhos que podem suscitar.
Gosto de minhas idéias,
De percebê-las possíveis,
A tomar vida própria,
Criando novas realidades.
As idéias virando palavras,
Os sonhos se transformando em paginas,
Eu, me tornando outra, extra, melhor!
Gosto de meus pensamentos,
Tomam caminhos estranhos,
Encontram lugares incríveis,
E descobrem como voltar,
Acredito nos meus sonhos,
Que podem parecer reais,
Se materializar em lugares descritos,
E permanecer escondidos demais.

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