Olhos dágua turvos de sol
caminham tateando,
descansam de tanto olhar
Olhar pelas beiras do mundo,
pelos cantos que o olho comum não vê
Tocar os encontros felizes,
de tanto se dar, e se perder
Perder a noção do vento
que passa sem deixar tempo
que voa pra qualquer espaço
e some sem deixar rastro
Olhos dágua vêem melhor
por entre a cortina de sonhos e névoas
enxergam o profundo, de luzes e trevas
e encontram tudo, sem olhar ao redor
- Mariana Pietrobon
- Produtora cultural, aprendiz de escritora e fotógrafa, devoradora de livros e chocolates, "fazedora" e mantenedora de amigos.
segunda-feira, 25 de julho de 2011
quarta-feira, 13 de abril de 2011
De mim...
Tudo o que sai de mim é o que me preenche,
cada espaço, cada suspiro ou pensamento,
cada desejo ou mau humor,
tudo em mim transborda.
Transborda e se dá,
aos que passam, aos que ficam,
aos que param, olham, escutam
e seguem apitando pelos trilhos da vida.
O que sai de mim é o que há dentro...
denso, infinito, tenso, complicado...
o que sai de mim é fluido,
como é também meu caminho,
apenas seguindo,
apenas passando,
deixando traços pela paisagem,
afetando o caminho caminhado.
Tudo o que existe em mim,
arraigado, escondido, desejado
sobra de mim
explodindo, transbordando, ofertado...
cada espaço, cada suspiro ou pensamento,
cada desejo ou mau humor,
tudo em mim transborda.
Transborda e se dá,
aos que passam, aos que ficam,
aos que param, olham, escutam
e seguem apitando pelos trilhos da vida.
O que sai de mim é o que há dentro...
denso, infinito, tenso, complicado...
o que sai de mim é fluido,
como é também meu caminho,
apenas seguindo,
apenas passando,
deixando traços pela paisagem,
afetando o caminho caminhado.
Tudo o que existe em mim,
arraigado, escondido, desejado
sobra de mim
explodindo, transbordando, ofertado...
segunda-feira, 21 de março de 2011
à mim...
Encontrando a luz, agradeço pelo dia, agradeço por pensar e pensar tanto que entorpeço. Agradeço por viver cada momento, cada gozo, cada choro, por criar todo o meu futuro, meu caminho e meu ninho.
Agradeço a mim mesma, a cada célula do meu ser, a cada átomo de oxigênio que me preenche, me invade e me abastece.
Ao infinito meus pensamentos, à grande luz minhas retinas, à escuridão meu sono e à todos meu amor.
Agradeço a mim mesma, a cada célula do meu ser, a cada átomo de oxigênio que me preenche, me invade e me abastece.
Ao infinito meus pensamentos, à grande luz minhas retinas, à escuridão meu sono e à todos meu amor.
sábado, 8 de janeiro de 2011
Zeus versus Hades
Fim do dia, dos raios alaranjados que tornam mais bela a paisagem. O pensamento acurado e desperto pela escuridão do meu quarto de luzes ainda apagadas. Idéias pululando e disputando espaço no cérebro, que acende após um dia de lentidão.
Na noite recente e criativa, as luzes nas janelas formam desenhos abstratos.
As estrelas, invejosas de suas concorrentes terrestres, esforçam-se para brilhar acima da cidade e de suas luzes andantes. Seus faróis, estrelas cruzantes, disputando corrida com suas irmãs cadentes.
Disputa de luzes entre céu e terra. Disputa de reinos considerados distantes.
Zeus versus Hades.
Escuridão plena? Já não há. Apenas o sonho de que reapareça a nos causar o desconforto da incerteza, os olhos abertos a não reconhecer o inicio e o fim das sombras. Recriando nossos próprios monstros do armário, nossas próprias imagens internas e nos embalando até encontrarmos o aconchego de um sono profundo e tranquilo, onde possamos sonhar com estrelas, correr atrás delas e pensar em acordar.
Na noite recente e criativa, as luzes nas janelas formam desenhos abstratos.
As estrelas, invejosas de suas concorrentes terrestres, esforçam-se para brilhar acima da cidade e de suas luzes andantes. Seus faróis, estrelas cruzantes, disputando corrida com suas irmãs cadentes.
Disputa de luzes entre céu e terra. Disputa de reinos considerados distantes.
Zeus versus Hades.
Escuridão plena? Já não há. Apenas o sonho de que reapareça a nos causar o desconforto da incerteza, os olhos abertos a não reconhecer o inicio e o fim das sombras. Recriando nossos próprios monstros do armário, nossas próprias imagens internas e nos embalando até encontrarmos o aconchego de um sono profundo e tranquilo, onde possamos sonhar com estrelas, correr atrás delas e pensar em acordar.
sábado, 4 de dezembro de 2010
Desejos...
Desejo coisas, muitas,
verdade nas palavras ditas,
outras tantas sombras pelos caminhos
a refrescar o calor da jornada
Desejo sonhar,
sonhos bem doces e suaves
como amanheceres cor de laranja
Passos seguros que me levem
pelos caminhos que eu escolher
Desejo amigos,
verdadeiros, risonhos e humanos
com seus defeitos irritantes e qualidades deliciosas
que me façam rir quando estivermos dispostos
e que me deixem deitar sobre seus colos lágrimas, quando necessárias
Farei o mesmo por eles
Desejo sensatez de pensamento
Beleza nos olhos
Destreza nos pés
Desejo dançar quando a musica se apresentar
Leveza na alma para me desfazer das amarras
reconhecer a luz nos olhos do outro
e abraçá-lo de olhos fechados e coração aberto.
verdade nas palavras ditas,
outras tantas sombras pelos caminhos
a refrescar o calor da jornada
Desejo sonhar,
sonhos bem doces e suaves
como amanheceres cor de laranja
Passos seguros que me levem
pelos caminhos que eu escolher
Desejo amigos,
verdadeiros, risonhos e humanos
com seus defeitos irritantes e qualidades deliciosas
que me façam rir quando estivermos dispostos
e que me deixem deitar sobre seus colos lágrimas, quando necessárias
Farei o mesmo por eles
Desejo sensatez de pensamento
Beleza nos olhos
Destreza nos pés
Desejo dançar quando a musica se apresentar
Leveza na alma para me desfazer das amarras
reconhecer a luz nos olhos do outro
e abraçá-lo de olhos fechados e coração aberto.
sábado, 27 de novembro de 2010
olhos em sombra...
Tristeza em olhos sem luz
Sombras em sonhos tortuosos
Palavras mal ditas
por sonhos mal postos
Destroçou verdades
criou suas próprias
sonhou grandes caminhos
bloqueou a passagem
Sem saída,
não olhou para dentro
e implode sozinho
Triste sorriso
grande pesar
aprendizado penoso
pedras sob seus passos
Olhando para dentro,
encontra pouca luz,
mas reacende, aos poucos, o olhar
e retoma o caminho...
Sombras em sonhos tortuosos
Palavras mal ditas
por sonhos mal postos
Destroçou verdades
criou suas próprias
sonhou grandes caminhos
bloqueou a passagem
Sem saída,
não olhou para dentro
e implode sozinho
Triste sorriso
grande pesar
aprendizado penoso
pedras sob seus passos
Olhando para dentro,
encontra pouca luz,
mas reacende, aos poucos, o olhar
e retoma o caminho...
segunda-feira, 20 de setembro de 2010
DURMA!!!
Dorme a menina,
Acreditando nas dores do mundo
Tateando em busca de alívio
Com o peso da alma a apertar o peito
Dorme menina
Que o seu fechar de olhos abra caminhos
Que o acordar adormeça as angústias
E o coração mais leve lhe cure as feridas
Amanheça menina,
Experimente sorrir e lembrar de si mesma sonos atrás
Retome seus planos
Torne a sonhar
Levante a cabeça
Mergulhe pra dentro
Olhe à sua volta
E enxergará luz!
Acorda menina rara
Os dias passarão rápido
Os olhos secarão logo
A vida te espera, ansiosa
Pronta para embalar seus próximos sonos
E para amanhecer em seus dias luminosos
Para que seus sonhos te mostrem como é belo e gostoso
Seguir em frente
E aguardar o próximo amanhecer...
Acreditando nas dores do mundo
Tateando em busca de alívio
Com o peso da alma a apertar o peito
Dorme menina
Que o seu fechar de olhos abra caminhos
Que o acordar adormeça as angústias
E o coração mais leve lhe cure as feridas
Amanheça menina,
Experimente sorrir e lembrar de si mesma sonos atrás
Retome seus planos
Torne a sonhar
Levante a cabeça
Mergulhe pra dentro
Olhe à sua volta
E enxergará luz!
Acorda menina rara
Os dias passarão rápido
Os olhos secarão logo
A vida te espera, ansiosa
Pronta para embalar seus próximos sonos
E para amanhecer em seus dias luminosos
Para que seus sonhos te mostrem como é belo e gostoso
Seguir em frente
E aguardar o próximo amanhecer...
terça-feira, 24 de agosto de 2010
FLUINDO

Como um rio
me vejo fluindo sem rumo
perdendo improváveis desvios
vertendo incontáveis soluços
Como um rio
me percebo sem fundo
lançando meus braços ao redor
procurando tatear o mundo
Sem fundo e sem fim,
É como me sinto
Correndo em busca do infinito
Sorvendo cada gota que há em mim
Viajo, e me sinto em casa
Passeio, e o mundo é meu quintal
Sonhando com todos os destinos
Consigo alcançar meu prumo
Percorrendo todos os caminhos
Vou seguindo, a buscar um Rumo
Onde minhas águas se tornem serenas
E o remanso abrace árvores plenas
Onde possa encontrar meu canto
E sentir aquecendo em fogo brando
Meu refúgio se transformando em descanso
Para pés que se queiram refrescar
Onde o fluir seja mero balanço
Para corpos que decidam repousar.
QUISERA
Olho à minha volta e vejo paredes,
quisera ver céu,
Percebo tudo que me toca e sinto frio,
quisera sentir calor
Quisera tudo fosse como sonhado,
Quisera todos permanecessem ao meu lado,
Quisera a vida seguisse sem rumo certo,
Apenas passando sem deixar recado
Quisera os sonhos fossem feitos de nuvens,
E as estradas acarpetadas de livros,
Que as pessoas voassem aos bandos,
Esvoaçando seus belos vestidos
Quisera eu, criar meu próprio mundo,
Onde tudo fosse como um sorriso,
Onde as paisagens não precisassem ser protegidas,
E as verdades nunca fossem esquecidas
Quisera o cantar se tornasse hábito,
E o amanhecer espetáculo aplaudido,
Que em todas as noites houvesse truques de mágicos,
Para que o adormecer fosse mistério resolvido
Quisera eu, ter todas as respostas,
Para que pudesse inventar mais perguntas,
Quisera o amor presente em todas as portas,
Apenas esperando, fossem atendidas.
quisera ver céu,
Percebo tudo que me toca e sinto frio,
quisera sentir calor
Quisera tudo fosse como sonhado,
Quisera todos permanecessem ao meu lado,
Quisera a vida seguisse sem rumo certo,
Apenas passando sem deixar recado
Quisera os sonhos fossem feitos de nuvens,
E as estradas acarpetadas de livros,
Que as pessoas voassem aos bandos,
Esvoaçando seus belos vestidos
Quisera eu, criar meu próprio mundo,
Onde tudo fosse como um sorriso,
Onde as paisagens não precisassem ser protegidas,
E as verdades nunca fossem esquecidas
Quisera o cantar se tornasse hábito,
E o amanhecer espetáculo aplaudido,
Que em todas as noites houvesse truques de mágicos,
Para que o adormecer fosse mistério resolvido
Quisera eu, ter todas as respostas,
Para que pudesse inventar mais perguntas,
Quisera o amor presente em todas as portas,
Apenas esperando, fossem atendidas.
quinta-feira, 19 de agosto de 2010
Exposição Universo Feminino
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